quinta-feira, 29 de março de 2012

Teologia: da teoria à prática

practice-theory-ideaEu já me preparava para sair do gabinete pastoral e ir para casa quando Murilo[1] chegou. Ele era um jovem de uns 26 anos que vivia pelos fóruns de discussão da vida (na web), debatendo teologia reformada. Segundo o que me informou, ele havia ouvido falar que eu era um pastor de linha reformada e, como estava desanimado com a comunidade que frequentava, resolveu ir conversar comigo.

 

Teologia na cabeça

 

Após tentar me impressionar com todo o seu conhecimento teológico, ele perguntou se haveria problema em me fazer algumas perguntas. Após eu dizer que não havia problema algum, ele passou então a avaliar a minha teologia (parecia até exame de presbitério).

 

Depois de algum tempo, parece que ele ficou satisfeito com minhas respostas e aí passou para uma segunda fase. Agora ele pediu para ver minha biblioteca. Mais uma vez disse que ficasse à vontade.

 

Ele se levantou e começou a “averiguação”. Quando via um livro de algum autor brasileiro fazia questão de comentar: “Esse cara é muito bom!” Como tive o privilégio de estudar em uma excelente instituição, que contava com alguns desses autores no seu corpo docente, eu respondia: “Foi meu professor no seminário.”

 

Depois disso, aquele jovem, que parecia ainda mais precavido que os bereanos (pois estes analisavam o que ouviam pelo crivo das Escrituras (At 17.11), e ele já estava analisando o que possivelmente iria ouvir para ver se valeria a pena) e que, em princípio, se mostrava alguém que manejava bem a palavra da verdade (2Tm 2.15), afirmou: “Pastor, eu vou frequentar sua congregação.” Finalmente eu estava “aprovado”.

        

Teologia sem prática

 

Depois de ouvir o Murilo por bastante tempo, responder às suas perguntas, ser avaliado e ouvir a notícia de que ele iria frequentar a congregação, falei a ele que agora eu é que gostaria de fazer algumas perguntas. Ele assentiu ao pedido.

 

Passei então a questioná-lo sobre a razão de gostar tanto da teologia reformada. Perguntei se era simplesmente por causa da sua beleza, lógica, por causa das discussões acadêmicas, etc., ou se era porque ele entendia ser ela uma interpretação fiel das Escrituras e, sendo assim, algo que o faria conhecer mais intimamente a Deus enquanto, pelo Espírito do Senhor, o habilitava a se afastar cada vez mais do pecado. Afirmei ainda que, se a segunda opção fosse a razão de amar a teologia reformada, ele seria muito bem-vindo à congregação.

 

Alguns instantes de silêncio.

 

Depois disso, Murilo confessou que gostava muito das discussões teológicas, mas que estava preso ao pecado da pornografia. Nesse momento, passei então a aconselhá-lo.

        

Teologia na prática

 

Comecei a falar ao Murilo sobre a gravidade do pecado e da ofensa àquele que deu sua vida no Calvário a fim de vivermos em novidade de vida. Ele respondia que era muito difícil se livrar da pornografia.

 

Mesmo sabendo que tratar o comportamento em si não resolveria nada enquanto ele não chegasse à raiz do problema, instruí-o então a “cortar o fio da internet”, pois era onde ele mais via pornografia. Meu objetivo era demonstrar a teologia na prática para alguém que só a tinha no campo das ideias.

A resposta não poderia ser outra. Murilo afirmou que necessitava da internet para ver e-mails do trabalho e que não podia ficar sem acesso, então, pedi que ele mudasse o computador do seu quarto para a sala de casa e que todas as vezes que fosse acessar a rede pedisse que sua mãe se assentasse a seu lado.

 

Dito isso, perguntei-lhe: “Você teria coragem de acessar pornografia com sua mãe ao lado?” De olhos arregalados Murilo respondeu rapidamente: “Tá doido, pastor!?” Cheguei então ao ponto que eu queria demonstrar a ele.

 

Aquele jovem, que conhecia muito bem a sua mãe, sabia que ela não aceitaria um comportamento como aquele e, por temê-la, se absteria de ver algo que ele havia afirmado ser muito difícil ficar sem.

 

Porém, mesmo sabendo o que a teologia diz sobre Deus, seu caráter e sua Santidade, na prática ele demonstrava que não cria, de fato, em tudo aquilo. Ele não conhecia ao Senhor da mesma maneira que conhecia a sua mãe, ainda que tivesse muitas informações a respeito dele.

 

Eu me propus a continuar conversando com ele e tentar ajudá-lo em sua luta contra o pecado, por meio do estudo das Escrituras, mas nunca mais o vi. Por fim ele se mostrou mais parecido com aqueles falsos mestres mencionados na carta de Paulo a Tito que “no tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras” (Tt 1.16).

 

Para alguém que ama o pecado, o conhecimento teológico só servirá para trazer maior condenação. Jesus, em uma parábola, afirmou: “Aquele servo, porém, que conheceu a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade, será punido com muitos açoites. Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lc 12.47-48).

 

O conhecimento das Escrituras é uma grande bênção que o Senhor nos concede, mas que deve vir acompanhado de uma vida prática a fim de que o homem seja bem-aventurado, ao invés de enganar a si mesmo (Tg 1.22-25).

 

Que o Senhor nos conceda a bênção de ser como Esdras, que dispôs o coração não só para buscar a Lei do Senhor, mas também para cumpri-la e ensinar seus estatutos e juízos (Ed 7.10).

Milton Jr.



[1] Murilo é um nome fictício, para preservar a identidade da pessoa a quem se refere o caso.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A destruição da autoestima – do problema à solução.

imagesCABB1EZNUma das declarações das ciências sociais, especialmente vindo das psicoterapias, é que você precisa preservar sua autoestima. Preservar sua autoestima implica em superar qualquer obstáculo de ordem moral, social ou religiosa. Dizem que é necessário proteger a autoestima a qualquer custo, mesmo contrário a uma convenção social antiquada ou arcaica como certo e errado e estabelecer seu próprio conceito do que é certo (para você) e do que é errado (para você), afinal, cada um tem o direito de produzir sua própria verdade, e essencialmente ser fiel a essa verdade particular. Caso contrário, sua autoestima será atingida e você sofrerá.

 

No caminho da preservação da autoestima está a religião. Entenda religião aqui como exclusivamente o Cristianismo. Portanto, o Cristianismo histórico-bíblico é a pedra no sapato do pensamento da autoestima. E a razão é: o Cristianismo histórico-bíblico não aboliu a culpa ou o pecado. E estes elementos, trazem sofrimento e angústia ao ser humano, que pretende zelar por sua autoestima, segundo o entendimento da psicologia secular.

 

Nas diversas igrejas atualmente, a ideia da autoestima tem ganhado cada vez mais força e adeptos. Programas para desenvolver uma boa auto avaliação de si mesmos estão cada vez mais diversificados. A ideia de sentir-se bem dominou a mentalidade religiosa evangélica. Qualquer programa de culto ou outra atividade da igreja, qualquer que seja esta atividade, que não avalie adequadamente tal necessidade para desenvolver a autoestima dos membros tende ao fracasso e a duras críticas.

 

O avanço da psicologia secular sobre as igrejas e a mentalidade cristã, já traz marcas muito ruins e danosas. Lembro que em certa ocasião, estava orando com um grupo de amigos e quando chegou minha vez de orar, apresentei a Deus minha oração, dizendo que não merecia estar na presença de Deus e que eu era um pecador e... antes de mencionar a obra extraordinária de Jesus Cristo, fui interrompido por uma oração de uma das pessoas presentes. E a pessoa que interrompeu, orou a Deus dizendo que rejeitava aquele espírito de derrota.

 

Ora, a culpa e o pecado de fato afetam minha impressão pessoal, de mim mesmo e do mundo. É exatamente por isso que necessito de ser corrigido. Eis aqui um fator divisional. Ou corrigimos nossa visão de nós mesmo segundo os paradigmas impostos por uma cultura avessa a Deus, ou corrigimos nossa visão de nós mesmo segundo a orientação da Bíblia. O fato é que sempre teremos nossa visão corrigida, ou, descorrigida, por algo ou alguém.

 

No livro aos Hebreus encontramos a seguinte afirmação: Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração[1]

Não há outro instrumento mais eficaz para, realmente, auxiliar nossa perspectiva de quem somos, senão, a Palavra de Deus. Ela é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.

 

Se o propósito for sempre a busca pela preservação da autoestima, esta busca será uma busca ingrata, pois jamais será plenamente satisfeita.

Ao invés de buscarmos uma preservação de algo que deve ser mudado, seria prudente entendermos que, de fato, necessitamos não de uma autoestima preservada, mas do conhecimento de Deus revelado.

 

Autoestima é um eufemismo, uma forma de abrandar o horrível pecado da idolatria. Sim, há muitos cristãos idólatras de si mesmos. Seu maior objetivo na vida é preservar-se, especialmente da culpa do pecado e não trata-lo como de fato é.

Jesus Cristo veio para libertar os seus do pecado, não para nos dar uma boa autoestima de nós mesmos, mas para trazer à luz quem de fato é Deus, como ele ama, protege e se entrega e como ele mesmo, Jesus Cristo, ama, protege e preserva.

 

Deveríamos abandonar a idolatria da autoestima de nós mesmos, para compreendermos o propósito de Deus em Jesus Cristo. Ainda que eu tenha uma imagem errada de quem sou, quando olhar para Deus, Jesus Cristo e a crucificação, saberei, envergonhado, que há um propósito maior, melhor e mais santo do que preservar minha autoestima, e a glória de Deus é este proposito que contempla a eternidade, por isso lemos: E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. [2]

 

Oro a Deus para que a autoestima seja destruída de verdade, ou seja, que Deus limpe completamente todo e qualquer autoengano, a fim de fazer habitar em nós a mente de Cristo, incluindo o propósito maior do redentor Jesus, conforme João 4.34: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra[3].


[1] Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada - Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. Hb 4:13

[2] Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada - Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. João 17:3

[3]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada - Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. Jo 4:34

sexta-feira, 2 de março de 2012

Um leão está no caminho – a tentativa de racionalizar o pecado

 

AUTO_myrria_leaoQuando a carta de Angélica* pedindo exoneração da função que exercia na igreja chegou ao Conselho, as razões apresentadas pareciam plausíveis. Estava ficando difícil conciliar o emprego, o cuidado com a casa e os trabalhos finais da pós-graduação com o seu trabalho na igreja. Diante de tantos afazeres, o trabalho da igreja ficaria sempre em segundo plano e para fazer mal feito era melhor deixar para alguém que pudesse desempenhar melhor a função.

 

Diante daquilo que afirma o livro do profeta Jeremias, “maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente” (Jr 48.10a), a atitude de deixar um cargo da igreja por entender que não será feito um bom trabalho e, por isso, Deus não será honrado, deveria ser vista como louvável. Porém, a história ainda não terminou.

 

Na visita pastoral a fim de acompanhar Angélica, que além de ter entregado o cargo também não estava frequentando a igreja, algumas constatações foram feitas.

 

Ela foi arguida sobre sua vida devocional e respondeu que não tinha tempo de ler as Escrituras. De fato, eram muitas as leituras requeridas no curso, mas nada que justificasse não separar ao menos 20 minutos diários para uma breve leitura bíblica. Era fácil perceber que a desculpa era fraca. Entretanto, um problema ainda mais grave viria à tona.

 

Como Angélica havia entregado o seu cargo e não estava frequentando a igreja, a conversa acabou também tomando essa direção e em determinado momento ela expressou: “Se eu continuasse no cargo iria fazer mal feito e as pessoas iriam me criticar. Eu não gosto de ser criticada!”.

 

Você consegue perceber o que está, de fato, em jogo aqui? Na explicação dada na carta enviada ao Conselho, a motivação parecia piedosa, porém, diante dessa última afirmação, percebe-se que aquela era apenas uma tentativa de justificar a verdadeira razão para o abandono da função: orgulho!

 

“Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas”

(Pv 22.13)

 

O provérbio acima faz exatamente essa constatação. Para não admitir o seu pecado, a sua falta de vontade de fazer o que deve, o preguiçoso trata de arranjar uma desculpa. Seu problema não é a preguiça, seu problema é que se ele se propuser a fazer o que deve estará diante de um perigo iminente. É possível até ouvir em alto e bom som: “Vocês não estão vendo que tem um leão lá fora e que estou correndo perigo?”.

 

Infelizmente, essa atitude não é exclusiva de Angélica ou do preguiçoso do provérbio. De modo geral, o homem vive arranjando razões que “justifiquem” ou escondam o seu pecado. Convenhamos, é bem mais fácil buscar a causa em coisas externas ou em algo que foge ao nosso controle do que admitir a nossa culpa e irresponsabilidade.

 

Por isso, é tão comum se ouvir por aí: “Eu não sou guloso, meu problema é de metabolismo”; “É lógico que confio em Deus, a causa da minha ansiedade é química, preciso é de remédios”; “Eu não sou iracundo, tratei mal fulano porque ele não entende meus problemas”; “Não, eu não sou lascivo, mas sabe como é, né? Sou casado e minha esposa não supre as minhas necessidades”, etc., e, assim, são os leões e não a preguiça o alvo a ser tratado. Se eles não existissem, as atitudes seriam outras.

 

A questão é tão sutil que, ao criar o seu leão imaginário, o preguiçoso se dá por satisfeito e se rende à sua condição. Ninguém precisa acreditar na sua alegação, basta que ele saiba que o problema não é ele.

 

Confessando o pecado ao Leão de Judá

 

A Bíblia fala também de outro Leão, este, majestoso. Em Apocalipse João chama o Senhor Jesus de o Leão da Tribo de Judá. Ele é o Deus Todo-Poderoso, aquele que venceu a morte para nos dar uma nova vida. O Leão de Judá é aquele que tem poder para perdoar os pecados e tratar o nosso coração. Em vez de racionalizar os pecados, podemos e devemos confessá-los ao Senhor e receber dele o perdão (1Jo 1.9).

 

Enquanto o verdadeiro problema não for tratado, nunca haverá alegria e satisfação.

 

Voltemos então à Angélica. Ela ouviu e entendeu que estava arranjando desculpas e que o seu orgulho era o verdadeiro problema a ser enfrentado. O grande problema é que não basta entender o problema. Como já foi afirmado, é preciso confessar o pecado e, ainda mais, buscar forças no Senhor a fim de uma mudança efetiva.

 

Angélica não voltou mais à igreja, não quis a ajuda que lhe foi oferecida, mas espero no Senhor que passados tantos anos já tenha tratado o problema.

 

A sua história pode ser diferente. Se você tem tentado racionalizar o seu pecado e ao ler este texto se deu conta do caminho que está tomando, achegue-se confiadamente ao Leão de Judá, confesse a sua falta e rogue que o seu Espírito o ajude em sua caminhada cristã, de modo que honre o Senhor em todo momento.

Milton Jr.

 

* O nome é fictício mas a história é real

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