quarta-feira, 4 de abril de 2012

Quem ama educa... mas não com palmada! Será?

lei da palmadaO ano passado terminou como testemunha de leis e decisões aprovadas que só concorrem para o avanço do declínio moral de nosso país, como, por exemplo, a decisão do Supremo Tribunal em reconhecer como núcleo familiar com plenos direitos a união homossexual, Sobre isto houve muita manifestação do povo evangélico no país deixando claro a sua postura contrária.

 

Mas, recentemente, outra coisa aconteceu: Uma lei que machuca mais que palmadas foi aprovada por unanimidade. Quando a unanimidade em torna desta decisão acontece, e sabendo que dentre os votantes estava o líder da bancada evangélica, nos resta pouco a fazer, além de lamentar e arregaçar as mangas, prontos para a desobediência civil.

 

Mas antes, uma palavra sobre a questão. Por quê? Porque o universo evangélico não está se mobilizando em torno da questão. Isto pode ser uma evidência de que concordam com a indigna lei e esperam que seja aprovada pelo Senado.

 

Esta deplorável opinião, certamente, é sustentada por alguns evangélicos. Um exemplo é o da famosa “Super Nanny”, Cris Poli. Na condição de celebrada psicóloga da educação afirmou: “Eu não acredito em palmada educativa. Ele é uma invenção que não sei de onde saiu, acho que veio para justificar o fato de bater na criança e que foi colocado como um processo de educação... Eu vejo que bater, mesmo que seja a tal palmada pedagógica, é uma coisa violenta, por mais que os pais digam que não faz mal, ninguém gosta de receber um tapa, nem mesmo um adulto”. Piorando uma situação que já se mostraria ruim, o (a) repórter já fazia a chamada da matéria dizendo que “Evangélica, Cris Poli não faz ­alarde sobre sua fé, mas sabe que por meio de seu trabalho pode ensinar os princípios do Reino de Deus para as famílias, fazendo com que voltem a experimentar os planos do Senhor”. Talvez este seja justamente o problema: os evangélicos não fazem alarde de sua fé.  Cômico se não fosse trágico! Por quê? Explico a seguir.

 

Como pode alguém desejar ensinar os princípios do Reino de Deus, e negá-los simultaneamente? Como alguém quer ensinar os princípios do Reino de Deus se não os conhece? Ela, bem como muitos evangélicos possuem uma verdadeira ignorância bíblica sobre o assunto. Não saber de onde saiu? Muitos já responderam[1], e nós fazemos coro: da Bíblia!

 

Mas, para que você não venha a cair neste engano, vamos tratar a questão diretamente. A Bíblia fala sobre correção física? Sim, e muito! Diz, por exemplo, que Deus é como um pai para nós, e por isso nos corrige (Hb 12.6-7), o faz por amor, provando que a disciplina, que inclui a correção física, é uma prova de amor. De fato, o contrário, ou seja, não corrigir fisicamente, é uma prova de falta de amor. Mas é claro que o mundo e Satanás querem que você pense o contrário, afirmando que amar um filho é mimá-lo até não poder mais... Caso restem dúvidas que o exemplo de Deus como pai em Hebreus trate “vara”, repare em: “açoita a qualquer que recebe por filho”.

 

A Escritura também fala que a correção física é um veículo para afastar a congênita (que nasce com...) estupidez do coração da criança (Pv 22.15). Também fala dos efeitos eternos que a correção, ou a falta dela, podem ter ao longo do tempo (Pv 22.13-14), dizendo que a vara da disciplina livra a alma do disciplinado do inferno e da morte. Contudo, há uma clara proibição: Nada de exageros! Confira:Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo” (Pv 19:18).

 

Curiosamente, mesmo diante de tantos textos bíblicos ainda há quem diga ser cristão e posiciona-se contra a “palmada”. Vangloriam-se de nunca haver “batido” nos filhos, ensinam que assim não se faça e reprovam os que insistem na prática. Aqui é necessário dizer que em nenhum momento se está defendo qualquer tipo de agressão. Repare que há quem nunca tenha levantado a mão para seu filho, mas o agride verbalmente e abandona das mais variadas formas. Uma e outra coisa está errada, tanto agressão física, verbal e abandono, quanto à ausência de disciplina física, e mimos a despeito do erro.

 

Para que não sejamos tidos por ignorantes, vale a exortação: “se você, como muitos pais cristãos que conheço, disciplina fisicamente seus filhos sem ministrar a Palavra simultaneamente, você não está disciplinando biblicamente” (Lou Priolo, Caminho para seu filho andar, pág. 141).

 

Finalizamos este post afirmando uma última coisa: Os cristãos não disciplinam fisicamente seus filhos porque seus pais assim o fizeram e deu tudo certo no final (a prova somos nós!). Pensar assim seria pragmatismo, ou seja, porque entendemos que alguma coisa deu certo, então será certa. Não! Os cristãos corrigem e açoitam os filhos que tanto amam porque é mandamento bíblico. A regra de PRÁTICA da vida de um cristão é a Palavra de Deus e não os exemplos dos pais ou a prática dos antigos, por mais adequada, certa e benéfica que sejam. A motivação correta para disciplinar um filho começa com a obediência a Deus. Passa pela demonstração de amor e cuidado, e alcança os fim supremo da salvação do filho e a educação dele para a glória de Deus.

 

Mas, então, como disciplinar fisicamente, sem agredir? O que é e como deve ser ministrada a disciplina e o castigo físico é o assunto da próxima pastoral.

 

JAM

 

Reações:

1 comentários:

Lucas Quaresma disse...

É triste ver como a sociedade se afasta do padrões morais bíblicos. Mais triste ainda é ver pessoas ditas cristãs que não conhecem NADA de Bíblia espalhando para outros crentes seus ensinamentos sem fundamento algum!
Como bem foi dito no começo: só nos resta a desobediência civil!

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