terça-feira, 19 de abril de 2016

Jesus, o consolador

post-2-1096823907Este é um fato marcante e terno. Jesus é o consolador e consola os seus.

Lembro-me de uma passagem dos discípulos num barco agitado por uma tempestade e, em um dado momento crítico, quando suas forças se esvaíam na tentativa de salvar a própria vida, viram alguém se aproximando e julgaram ser um fantasma. Isso mesmo, eles viram um fantasma. Essa foi a única explicação que brotou dos seus frágeis corações agitados e das mentes angustiadas pela iminência da morte.

Quando o cristão passa por aflições, é comum que haja algum momento de dúvida e angústia. Isso, claro, tumultua a percepção. Não podemos continuar vendo fantasmas a cada momento de tribulação. Devemos olhar fixamente para Jesus Cristo. Ele nos ajudará a encontrar o melhor caminho a seguir.

As tribulações fazem parte da vida. Neste estado de pecado em que nos encontramos, tribulações farão parte da nossa história e precisamos aprender a lidar com isso da forma bíblica.

Ao enfrentarmos tribulações, nossos olhos não deveriam enxergar fantasmas, pois fantasmas não existem. Deveríamos ver a providência de Jesus, nosso consolador. Deveríamos considerar a intervenção de Jesus em nossa vida. Deveríamos ponderar sobre a realidade da presença incansável de Jesus conosco.

Encarando uma triste realidade atual, a impressão que fica é esta: fomos treinados a lidar sozinhos com as tribulações e a não dependermos tanto assim de Jesus. Por isso escutamos com certa frequência: “pastor... agora só Jesus”. Isso significa que antes era sem ele?

O número de crentes que estão se sentindo sozinhos, desamparados pela igreja, pelos amigos ou pela família é assustador. Perdi o número das vezes em que escutei: “pastor, estou me sentindo sozinho e desamparado. Não consigo perceber que alguém me ama”. Assim como os discípulos assustados e tomados pelo medo, só conseguiram ver um fantasma, de igual modo muitos atualmente só conseguem perceber o desamparo e a solidão. São os fantasmas modernos. E é claro que isso gera muitos sentimentos ruins e sentimentos ruins e pecaminosos embaçam os olhos para enxergar qualquer outra realidade.

Aos atribulados nossa palavra não poderia ser outra, senão, que olhem para Jesus. Mas não olhem para ele como se ele fosse um pedinte, suplicando que vocês o deixe ajudá-los. Não estamos aqui compactuando com a falsa ideia de “deixar Jesus agir”. Definitivamente não. Não estamos falando de alguém que depende de autorização para consolar.

Proclamamos a vigorosa e santa verdade apresentada na Palavra de Deus. Jesus é o consolador.

Jesus é aquele que deu ordens ao vento e ao mar e estes obedeceram. Jesus é aquele que deu ordem a um morto para se levantar e sair do túmulo. Jesus é aquele que afirmou que estaria conosco até o fim.

Sendo tudo isso verdade (e cremos de todo o coração que sim), como é possível que em algum momento da vida um cristão se sinta desamparado? Vejamos algumas possibilidades:

1 – Não entregou completamente a Jesus todo o fardo que insiste em atrasar a caminhada cristã;

2 – Não entregou tudo porque, bem lá no fundo do coração há uma dúvida se de fato o Senhor Jesus conseguirá ajudar – ou seja, há uma grande dúvida temporária sobre Jesus;

3 – Quer tentar controlar tudo, inclusive o que não pode ser controlado – o futuro;

4 – Guarda pecados não confessados;

5 – Seu coração está embrutecido, duro para com nosso Senhor Jesus e sua Palavra;

6 – Você quer que as coisas aconteçam no seu tempo e do seu jeito;

7 – Você entende que não merece sofrer e passar por tribulações;

8 – Você entende que é mais santo que os outros e por isso não merece sofrer;

9 – Não houve preparo da alma em estudos da Palavra e oração.

10 – O orgulho e a soberba impedem você de clamar pelo socorro do alto, pelo socorro de Jesus.

Olhemos agora atentamente para algumas declarações de Jesus.

João 4. 14: aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.

João 6. 35: Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.

João 14. 16: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,

João 14. 18: Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.

Mateus 11. 28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

Mateus 28. 20: ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Além destes versículos diretos, há dezenas de outros indiretos que apontam para esta bendita realidade de Jesus como o consolador.

Lembro-me vividamente de um livro que afirmava que os solteiros deveriam procurar uma metade que pudesse completá-los. Uma geração inteira entendeu que falta-lhes algo e que seria possível encontrar completude no outro. Homens e mulheres procurando em homens e mulheres o que somente poderiam encontrar em Jesus.

Há um gravíssimo risco de produzirmos um cristianismo sem Cristo, de anunciarmos um cristianismo que não aponta para Cristo somente.

Jesus jamais nos prometeu uma peregrinação calma e tranquila. Entretanto, empenhou sua vida, seu caráter e sua palavra para garantir que sempre estaria conosco.

Uma palavra final para aqueles irmãos atribulados, cansados e sentindo as forças se esvaírem, e tendo o gosto amargo da fé declinante. Olhem fixamente para Jesus. Esperem dele todo o conforto. Ele, nosso soberano consolador, tem cuidado de todos os seus eleitos.

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